quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Novo contrato de Hamilton com Mercedes dará ao piloto R$ 515 mi em três anos

De acordo com jornal britânico "Daily Express", após terceiro título com equipe alemã, valor de vínculo do britânico terá aumento de R$ 100 milhões


Neste fim de semana, o já campeão de 2017, Lewis Hamilton disputará o último GP da temporada, em Abu Dhabi. Mas o piloto terá outros afazeres, como bater o martelo sobre o novo contrato com a equipe Mercedes. E apesar de o vínculo atual se encerrar somente ao final de 2018, o piloto quer aproveitar que está no auge para conseguir melhores valores. E o quarto título Mundial do britânico na Fórmula 1, o terceiro pela Mercedes, deverá fazer com que sua conta bancária fique ainda mais gorda.

Isso porque de acordo com o jornalista Jack Wilson, do jornal britânico "Daily Express", o novo contrato do piloto com Mercedes terá um valor de 120 milhões de libras (cerca de R$ 515 milhões) pelo período de três temporadas. As cifras significam um aumento de 24 milhões de libras (ou R$ 100 milhões) no último acordo do britânico com o time alemão. E também que, agora, Hamilton se torna, em conjunto com Sebastian Vettel, o piloto mais bem pago do grid da F1.

Curiosidade: dividindo os 515 milhões por 3 anos de vínculo, Hamilton ganhará cerca de R$ 470 mil por dia durante a duração do contrato.
HORARIOS CIRCUITOS F1 2017 Abu Dhabi (Foto: infoesporte)


Fonte - Globo Esporte

Gestões Agnelo e Rollemberg trocam acusações sobre falta de escola no Paranoá Parque

Secretário do governo anterior diz que havia R$ 9,5 milhões para obra de escola. Atual gestão da Codhab diz que projeto só foi elaborado no governo Rollemberg.

Prédio do residencial Paranoá Parque, no Distrito Federal (Foto: Dênio Simões/GDF)
Gestores dos governos de Agnelo Queiroz e Rodrigo Rollemberg, no Distrito Federal, passaram a trocar acusações, nos últimos dias, sobre a responsabilidade pela ausência de escolas no Paranoá Parque. O condomínio abriga 6 mil famílias, e foi construído como projeto do Morar Bem – programa vinculado ao Minha Casa, Minha Vida.

Segundo a atual gestão da Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab), o projeto urbanístico do Paranoá Parque não previa unidades de ensino quando foi criado, na gestão de Agnelo, e esse planejamento só está sendo finalizado agora.

Já o secretário de Habitação à época, Geraldo Magela, disse à TV Globo que o governo havia destinado R$ 9,5 milhões à construção de uma escola no condomínio. Segundo ele, o governo Rollemberg decidiu "cancelar" o edital e abrir um concurso nacional – um certame que, segundo a Codhab atual, nunca foi elaborado.

A declaração foi motivada pela repercussão do caso do menino de 8 anos que desmaiou de fome em uma escola no Cruzeiro na semana passada. Ele mora com a mãe e dois irmãos no Paranoá Parque, que fica a 30 km de distância do local onde estuda.

Distância entre o condomínio Paranoá Parque e a Escola Classe 8 do Cruzeiro, no DF, onde menino de 8 anos desmaiou de fome (Foto: TV Globo/Reprodução)
O atual secretário de Educação, Júlio Gregório Filho, disse ao G1 nesta quarta-feira (22) que o projeto nunca foi registrado. "Não encontramos o projeto e nem esse dinheiro. A informação que recebi é que havia projetos que nem cabiam no terreno."

"Primeiro que nós construímos [o Paranoá Parque] com dinheiro federal, porque aqui tá quebrado", afirmou. "E as creches que [os gestores de Agnelo] deixaram semiprontas ficaram sem pagamento. A empresa não entregava, porque não tinha recebido."

Para entender o caso, o G1 buscou a ajuda da diretora de projetos da Codhab Júnia Federman. Ela trabalha na área técnica da companhia desde o governo Agnelo.

Tinha projeto, mas…

Segundo Federman, até o governo Agnelo, somente o projeto urbanístico para as habitações estava pronto. Equipamentos públicos como escolas, postos de saúde e conveniências bancárias não haviam sido planejados.

Isso significa que apenas a parte residencial e a infraestrutura urbana (ruas, sinalização e postes de luz, por exemplo) estavam prontos para serem licitados. As obras começaram ainda na gestão passada e terminaram no governo Rollmberg, quando foram entregues 4 mil moradias, disse a diretora.

O G1 teve acesso ao projeto elaborado pela diretoria de produção da Codhab que mostra a área destinada ao Paranoá Parque e a distribuição dos lotes internamente. Em preto e branco está o projeto habitacional. As áreas coloridas representam a possível destinação de espaço para o que seria o projeto das escolas.

Projeto urbanístico do Paranoá Parque, no DF; previsão de prédios públicos é representada em áreas coloridas (Foto: Codhab/Reprodução)
Tinha verba, mas...

A verba a que o ex-secretário de Habitação Geraldo Magela se refere, de R$ 9,5 milhões, também havia sido destinada para a construção de uma escola no Paranoá Parque, mas não pode ser usada pela ausência de um projeto, explicou Júnia Federman.

Segundo a diretora de projetos da Codhab, uma resolução publicada pelo governo Agnelo em 2014 autorizava a retirada de R$ 9.427.831,40 do Fundo de Habitação de Interesse Social para a construção de uma unidade de ensino no condomínio.

No entanto, como o projeto urbanístico da escola não havia saído do papel, a verba nunca foi retirada. Administrado pela Secretaria de Habitação, o fundo pode ser utilizado para outras finalidades relacionadas à pasta. Por isso, Júnia explica que não é possível “reservar” um valor para o futuro.

“Todo ano o recurso muda, então a ordem correta é, depois que o projeto ficar pronto, fazer um estudo orçamentário e aí ver o quanto tem disponível no fundo.”

O fundo é uma das opções para destinação de recursos à construção de escolas. “Essa é uma opção que dá pra construir o mínimo. Na verdade, a secretaria nem precisa ter recurso próprio pra isso. É possível usar emendas parlamentares, por exemplo”, disse a diretora.

A resolução, que não tinha utilidade prática, foi publicada porque o governo queria aplicar o projeto do Jardins Mangueiral, que estava pronto, no Paranoá Parque, explicou Federman. “Acreditavam que poderiam pegar esse mesmo projeto e colocar no lote do Paranoá. Não poderiam fazer isso, porque são dimensões e características específicas.”

“A resolução era para um projeto que nem existia, um projeto que nem cabia no lote.”

E agora?

De acordo com Federman, o projeto das escolas foi elaborado pela Secretaria de Educação durante os primeiros anos do governo Rollemberg e, agora, está em fase final de tramitação na Central de Aprovação de Projetos da Codhab. Quando for aprovado, o GDF pode abrir licitação para contratar a empresa que será responsável pela obra.


Fonte - G1/DF

Justiça libera distrital Liliane Roriz de pagar R$ 317 mil por migrar do PRTB para o PTB

Mudança de partido ocorreu durante janela partidária de 2016. Desembargadores entenderam que emenda permite a troca de legenda, sem perda de mandato; estatuto do PRTB prevê multa.
Deputada distrital Liliane Roriz (PTB) no plenário da Câmara do DF nesta terça-feira (4); parlamentar estava de licença desde 17 de agosto (Foto: Thyago Arruda/Assessoria Liliane Roriz)
Condenada a pagar R$ 317,58 mil como multa por ter se desfiliado do PRTB, a deputada distrital Liliane Roriz (PTB) recorreu da decisão e conseguiu, na Justiça, se livrar da penalidade. Por unanimidade, a 4ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal entendeu que a parlamentar deixou a legenda durante a janela partidária de 2016 e, por isso, a multa não poderia ser aplicada.

No entendimento do relator Luís Gustavo Barbosa de Oliveira, a emenda à Constituição que prevê essa "janela" impede que o caso seja encarado como infidelidade partidária. O desembargador defendeu que, se a Constituição Federal reconhece o direito à mudança de legenda, os estatutos dos partidos não podem criar barreiras adicionais.

Regra da legenda
Liliane Roriz deixou o PRTB em 2016 para se filiar ao PTB. Na época, a distrital aproveitou a emenda constitucional para fazer a mudança de partido durante o mandato.

No entanto, o estatuto do PRTB prevê que, caso alguém decida se desfiliar depois de eleito, deve pagar multa equivalente a 12 vezes o salário do cargo que ocupa. No caso de Liliane Roriz, a multa ultrapassava R$ 300 mil.

Responsável pela defesa da distrital, a advogada Ezikelly Barros disse ao G1 que o valor cobrado era "abusivo". "O estatuto do partido que imputa essa cobrança abusiva de multa, para desestimular a sua desfiliação, não poderia se sobrepor à Constituição Federal", afirmou, em nota.

Decisão em 1ª instância
Em março deste ano, a Justiça havia decidido, em 1ª instância, que a deputada deveria pagar a penalidade. Na época, a juíza do caso, Márcia Regina Araújo, disse que a deputada não tinha como dizer que não sabia da possibilidade de multa.

“Nesse ponto, a alegação de desconhecimento do regramento estatutário encontra-se despida de qualquer alicerce fático-probatório”, afirmou a magistrada.

Atualmente, o PRTB não conta com mais nenhum deputado distrital. Um dos principais caciques da legenda no Distrito Federal é o ex-senador Luiz Estevão, preso na Papuda.


Fonte - G1/DF

Câmara do DF aprova projeto que cria banco de vagas a vítimas de violência doméstica

Ideia é ajudar mulheres em condição vulnerável a conseguir independência financeira. Assunto foi para mesa do governador, que deve vetar ou sancionar.

Resultado de imagem para Lei Maria da Penha completa 10 anos (Foto: TV Fronteira/Reprodução)
G1/Reprodução
A Câmara Legislativa aprovou nesta terça-feira (21) um projeto que cria um banco de empregos para mulheres vítimas de violência doméstica. A ideia é ajudar pessoas em condição vulnerável a conseguir independência financeira. O texto foi encaminhado para a mesa do governador, que deve decidir se sanciona ou veta a proposta. A Casa Civil informou que vai analisar o projeto no prazo legal.

Apresentada em 2015, a proposta é de autoria da deputada distrital Sandra Faraj (SD). Se sancionada, o governo terá 90 dias para definir as regras de como vai funcionar o banco de empregos. A ideia é que seja administrado pelas secretarias de Justiça, de Segurança Pública e de Trabalho.

Na teoria, o banco de empregos seria sigiloso e acessível apenas pelo governo: assim, as mulheres seriam “indicadas” caso houvesse vaga em alguma empresa terceirizada ou com algum tipo de contrato com o governo. No entanto, as regras definitivas só vão ser definidas com a regulamentação do GDF.

“O número de mulheres agredidas no DF mostra a gravidade desse tema pra toda a sociedade. Mais de 70% das ocorrências de agressão registradas na polícia são cometidas por mulheres. E veja que nem todas denunciam por medo de represália ou de não conseguir se sustentar”, declarou Sandra Faraj.

“Muitas mulheres são reféns dos agressores. Elas se submetem a eles por não ter condições financeiras para sair da situação, inclusive por causa dos filhos.”

Câmara Legislativa do Distrito Federal (Foto: Raquel Morais/G1)
Maria da Penha

Em agosto, o G1 mostrou que nos 11 anos de vigência da Lei Maria da Penha, o Distrito Federal registrou uma média anual de 13 mil denúncias por violência contra a mulher. De 2006 a 2017, 93,4 mil mulheres pediram proteção da Justiça por se sentirem ameaçadas. Em média, um pedido de medida protetiva foi protocolado por hora, durante todo esse tempo.

Os dados são do relatório estatístico do Ministério Público sobre violência doméstica. Segundo o levantamento, ameaça (60%), injúria (58%) e lesão corporal (32%) representam os principais crimes praticados contra as mulheres neste período.


Fonte - G1/DF

Menino de 8 anos é espancado até a morte para proteger irmã de estupro

GO FUND ME
O crime foi praticado no dia 1º de setembro, em Sacramento, no estado norte-americano da Califórnia

Um garoto de apenas 8 anos foi morto de forma brutal após tentar proteger a própria irmã contra um estupro.

Dante Daniels morreu seis dias depois de ser espancado com um martelo pelo ex-namorado da sua mãe, Deandre Chaney Jr. Ele também é acusado de espancar a mulher, Elizabeth Salone.

O pequeno Dante morreu após salvar a irmã de sofrer um estupro - Go Fund Me
O acusado era o namorado da mãe do garoto - Winnemucca Police Department
O homem usou um martelo para matar o garotinho. Ele também espancou a mãe do menino
O crime foi praticado no dia 1º de setembro, em Sacramento, no estado norte-americano da Califórnia. Chaney vai responder por assassinato, tentativa de assassinato e estupro, segundo o Mirror. De acordo com a avó do garoto, Monique Brown, Dante foi atacado quando tentava salvar a irmã de ser abusada sexualmente.

Apesar da dor, Brown garante que está feliz em saber que os órgãos do neto serão doados e salvarão vidas de outras pessoas. “Dante deu o coração dele para uma criança de quatro anos. Então, sei que essa criança estará viva por conta dele”, disse.


Fonte - Metrópoles

Com economia menor, Planalto fecha texto da reforma da Previdência

ANTONIO CRUZ/ AGÊNCIA BRASIL
Para receber 100% do benefício, brasileiro terá que contribuir por 40 anos. O tempo mínimo, de 15 anos, dará direito a 60% da contribuição

Após um dia inteiro de compromissos oficiais em busca de apoio para a aprovação da proposta da reforma da Previdência no Congresso Nacional, o presidente Michel Temer apresentou, na noite desta quarta-feira (22/11), em jantar no Palácio da Alvorada, o texto final a parlamentares da base aliada. Ao longo do dia, tanto Temer quanto seus auxiliares diretos, como o ministro da Fazenda Henrique Meirelles, já vinham dando sinais de como ficou o projeto após ajustes necessários para o Planalto obter os 308 votos exigidos para aprovação em dois turnos no Parlamento.

Segundo o relator da reforma, deputado Arthur Maia (PPS-BA), a economia esperada com a revisão das regras previdenciárias no país será 60% menor do que o governo estimara inicialmente: ou seja, cerca de R$ 300 bilhões a menos do que o projetado pelo Planalto. O relatório do deputado Arthur Maia, aprovado na comissão especial da reforma, proporcionaria economia de 75% do valor original, que era de quase R$ 800 bilhões em 10 anos.

Um dos pontos mais importantes da proposta, a idade mínima de aposentadoria dos brasileiros ficará em 62 anos para mulheres e 65 para homens. Já o tempo de contribuição para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) será fixado em 40 anos para o beneficiário receber 100% do valor; o período mínimo (com pagamento de 60% da contribuição) será de 15 anos. Para o regime dos servidores, o patamar começa, aos 25, com 70% da média.

A versão também prevê 60 anos como idade mínima para aposentadoria de professores e 55 anos para policiais e pessoas submetidas a condições de trabalho prejudiciais à saúde.

Transição
A transição está mantida, com elevação gradual das idades mínimas em um ano a cada biênio. Inicialmente, a nova regra estabelece 53 anos para mulheres e 55 para homens, no INSS. No caso de servidores, serão 55 e 60 anos para mulheres e homens, respectivamente. Os docentes terão regra diferenciada, que pode se estender até 2042. Já para os policiais não haverá transição.

As alterações sobre aposentadoria rural foram suprimidas da proposta. Ou seja, a idade mínima para homens continuará fixada em 60 anos e, para mulheres, 55, com tempo mínimo de contribuição de 15 anos. Além disso, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) também não sofrerá mudanças.

O texto mantém ainda o teto de dois salários mínimos para a acumulação de pensão e aposentadoria. Os parlamentares querem elevar esse limite para três salários mínimos ou até mais. A acumulação de duas pensões ou de duas aposentadorias pelo mesmo regime continua vedada.

O cálculo da pensão por morte, segundo a emenda, continua partindo de 50% para o salário de contribuição, com acréscimo de 10% por dependente.

Concessões
Nos últimos dias, o Planalto promoveu rodada de negociações com políticos aliados para garantir adesão à proposta de revisão da Previdência. Dessa forma, acabou abrindo mão de vários pontos antes considerados indispensáveis à reformulação e, assim, remeterá uma versão mais “light” ao Congresso.

Nesta quarta-feira, o presidente esteve reunido com governadores, prefeitos, deputados e senadores. De acordo com a assessoria da Presidência, dos 300 convidados para o jantar desta noite, compareceram cerca de 180 – o que pode indicar que o governo federal deve manter intensa articulação para que o texto de fato passe pelo crivo dos parlamentares e as novas regras sejam adotadas em todo o país.


Fonte - Metrópoles

De sunga a polêmicas: fotos mostram que afinidade entre Bolsonaro e Fraga é antiga

REPRODUÇÃO

Pré-candidato ao governo do Distrito Federal, o deputado federal Alberto Fraga (DEM) pretende usar como um dos argumentos de sua campanha a proximidade com um personagem político que hoje divide o país: Jair Bolsonaro.

Fraga confia que suas chances de concorrer a uma vaga na chapa majoritária, seja para o GDF ou para o Senado, aumentam muito se ele tiver em seu palanque o pré-candidato à Presidência da República mais polêmico do Brasil. “Além de uma grande amizade, temos muitas bandeiras em comum. Somos linha dura”, diz Fraga.

Os dois se conheceram em 1982, na Escola de Educação Física do Exército, na Urca, Rio de Janeiro (veja galeria de fotos da época). Fraga tinha 25 anos e era primeiro-tenente da PM. Bolsonaro, 26, era primeiro-tenente do Exército. Eles estudaram juntos durante um ano, submetidos a um treinamento rigoroso, com carga horária igual à de faculdades regulares, mas cujo currículo estava compactado em 12 meses.

Os dois se conheceram em 1982 - Reprodução
Frequentaram a Escola de Educação Física do Exército - Reprodução
Eles estudaram juntos durante um ano - Reprodução
Entre as especialidades de Bolsonaro, estava o lançamento de granada com precisão - Reprodução
Depois do curso, os dois militares se afastaram e vieram a se reencontrar em 1994 - Reprodução
Fraga conta que Bolsonaro foi o primeiro colocado de duas turmas que, juntas, somavam 46 alunos. “Ele era um pentatleta muito conceituado nas Forças Armadas”, lembra o colega. Entre as especialidades do deputado federal pelo PSC, estavam o lançamento de granada com precisão, a corrida de 10 km e o salto em altura.

Após o curso, os dois militares se afastaram e vieram a se reencontrar em 1994, quando Bolsonaro se elegeu deputado federal. Um ano depois, Fraga assumia o cargo de assessor parlamentar da PM do Distrito Federal. Em 1998, passou a circular no Congresso como deputado.

Com os anos de convivência, os dois militares se aproximaram em vários temas polêmicos. Ambos são contra o desarmamento, a favor da redução penal e do endurecimento das penas para presos.

Assim como Bolsonaro, Fraga também se insurgiu contra o Escola sem Homofobia, que acabou taxado de “Kit Gay”. O projeto consistia na distribuição de material didático para professores e alunos do ensino médio que abordava questões relacionadas à sexualidade, como a homossexualidade, a transexualidade e a bissexualidade.

Então, para saber o que pensa Fraga, o deputado mais votado do DF em 2014 e, agora, pré-candidato ao Buriti, observe a trajetória de Bolsonaro.


Fonte - Metrópoles

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

PF prende Anthony Garotinho e Rosinha em Campos

Delação de Ricardo Saud, da JBS, indica esquema de arrecadação de recursos ilícitos para financiar campanhas

O candidato Anthony Garotinho (PR) votou ao lado de Rosinha, em Campos - Agência O Globo

RIO - A Polícia Federal cumpre na manhã desta quarta-feira mandados de prisão preventiva contra os ex-governadores do Rio Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho, ambos do PR. Eles são acusados, ao lado de outras seis pessoas, de integrarem uma organização criminosa que arrecadava recursos de forma ilícita com empresários com o objetivo de financiar as próprias campanhas eleitorais e a de aliados, inclusive mediante extorsão. Rosinha e Garotinho foram presos em Campos e levados para a Superintendência da PF na cidade. O ex-secretário de governo de Rosinha também é um dos alvos da operação. Há ainda um mandado de prisão contra o ex-ministro dos Transportes Antônio Carlos Rodrigues, presidente nacional do PR. A investigação aponta que ele intermediou o repasse ilícito à campanha do ex-governador em 2014.

Os mandados de prisão foram expedidos pelo juiz Glaucenir de Oliveira, titular da 98ª Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. O atual secretário de governo, Fábio Bastos, não é citado na investigação e nem é alvo da operação.

Uma das pontas do esquema foi revelada pelo delator Ricardo Saud, diretor de Relações Institucionais da JBS, que contou, em depoimento na Superintendência da PF no Rio no dia 24 de agosto, que repassou R$ 2,6 milhões, via caixa dois, à campanha de Garotinho ao governo do estado em 2014.

O dinheiro da JBS, segundo Saud, fazia parte de um montante de R$ 20 milhões usado pela empresa para comprar o apoio do PR ao PT na eleição de 2014. Os recursos representavam uma "poupança" referente a benefícios irregulares conquistados pela empresa, como linhas de crédito no BNDES.

Garotinho e Rosinha são acusados ainda de corrupção passiva, extorsão, lavagem de dinheiro e pelo crime eleitoral de omitir doações nas prestações de contas.

ESQUEMA ESTÁ EM ATIVIDADE, DIZ MPE

No pedido de prisão preventiva, o Ministério Público Eleitoral argumenta que a organização criminosa ainda está em atividade, tentando intimidar testemunhas e obstruir as investigações.

O esquema, segundo o MP, funcionou nas eleições de 2010, 2012, 2014 e 2016. A conexão com a JBS foi revelada por Saud e por outro delator, o empresário André Luiz da Silva Rodrigues. Ele é sócio da Ocean Link, empresa que assinou um contrato de fechada com a JBS, mecanismo encontrado pelo grupo para que o dinheiro chegasse à campanha de Garotinho. Rodrigues, dono de outra empresa que mantinha contratos com a Prefeitura de Campos, então comandada por Rosinha, narrou que foi avisado do depósito pelo policial civil aposentado Antônio Carlos Ribeiro da Silva, conhecido como Toninho - ele é apontado como um dos operadores financeiros de Garotinho.

Toninho teria ido à casa do empresário e, armado com duas pistolas, pedido a ele que sacasse os R$ 2,6 milhões em espécie no banco. Como o valor era alto, Rodrigues sacou os recursos em mais de um dia, cerca de R$ 500 mil por vez - em uma das idas ao banco, disse que foi seguido por Toninho. Durante a investigação, Renato Barros Damiano, funcionário do banco que presenciou alguns dos saques, disse à PF que foi procurado pelo policial com o objetivo de saber se ele tinha contado algo aos investigadores e se tinha informação sobre uma possível colaboração de Rodrigues com as investigações. Para o MP, é outra prova de que Garotinho e seu grupo tentavam obstruir a Justiça.

O empresário também contou na delação que colaborou, via caixa dois, com as campanhas de Garotinho a deputado federal, em 2010; de Rosinha à reeleição na prefeitura de Campos, em 2012; e com candidatos a vereadores aliados em 2016. No ano passado, Rodrigues afirma que foi procurado pelo ex-subsecretário de Governo Thiago Godoy com o pedido de doação de R$ 900 mil. A contrapartida seria a liberação de recursos que o município devia ao empresário. Rodrigues repassou R$ 600 mil, em espécie, e teve R$ 2,3 milhões pagos pela prefeitura, em dívidas referentes a serviços já executados.

Em nota, a assessoria de Garotinho e Rosinha informou que "só se pronunciará quando tiver acesso aos documentos que embasaram os mandados de prisão, o que ainda não aconteceu".


Fonte - o Globo
Ídolo rubro-negro vê como positiva possível volta do atacante



Adriano Imperador durante treino do Flamengo em 2012 - Ivo Gonzalez / Agência O Globo
Não serão as famosas noitadas e nem os 35 anos — em fevereiro, 36 — que impedirão o Imperador Adriano a voltar a vestir a camisa do Flamengo. Na opinião de Zico, maior ídolo da história do clube, o tendão de Aquiles pode ser um problema — e nada mais. O Galinho é tão fã do centroavante que, em 2015, quando passou pelo futebol indiano, chegou a indicá-lo para o Goa FC, que comandava à época.

— O problema do retorno dele não é a vida que ele leva, mas o tendão de Aquiles — ressalta Zico. — Isso dificultou a atuação dele no Atlético-PR, nos Estados Unidos (Miami United) e foi problema quando estive para levá-lo para o Goa. Agora, se o departamento médico aprovar, se estiver tudo bem, a idade não é problema. Já é uma vantagem ele estar querendo voltar, mas desde que esteja em condições físicas ideais para praticar o futebol.

Adriano sofreu a lesão no calcanhar esquerdo no dia 19 de abril de 2011, quando treinava para estrear pelo Corinthians. Foi operado pelo médico Joaquim Grava. Um ano depois, teve de passar por nova cirurgia, pelas mãos de José Luiz Runco, que tampouco vê a lesão como empecilho.

— Ele ficou com o tendão um pouco alongado e, na segunda cirurgia, a gente deu uma encurtada — explica o médico. — Não vejo nenhum problema em relação a essa lesão, mas a dúvida que tenho é se ele vai ter sequência. A volta ao futebol requer um trabalho de fortalecimento muscular e de controle do peso corporal. Ele tem que querer. Caso contrário, as pessoas sempre ficarão em dúvida se o problema é do tendão de Aquiles ou de dedicação mesmo.


Zico torce pelo retorno de Adriano. Tanto que até hoje acredita que o atacante tinha vaga na Copa de 2014, disputada no Brasil.

— Eu acho essa decisão de ele querer voltar a jogar futebol louvável, importante, porque ele desperdiçou muito tempo em relação a tudo aquilo que poderia render. Sempre disse que, se estivesse em forma, ele seria o grande 9 da seleção brasileira em 2014 — destaca Zico, empolgado.

AUSÊNCIA NA FISIOTERAPIA

A ruptura do tendão de Aquiles, que Adriano sofreu em 2011, está entre as mais temidas pelos atletas profissionais. É consenso entre os especialistas que, ainda que as fraturas ósseas espantem mais o público leigo, a recuperação de uma lesão como a do Imperador é ainda mais complexa.

E tudo fica mais complicado se o atleta não respeita as etapas de reabilitação, principalmente no início do tratamento. No mês passado, no programa “Conversa com Bial”, da TV Globo, o jornalista perguntou a Adriano se ele tinha algum arrependimento na carreira. Ele falou sobre sua reabilitação.

— Eu me arrependo de faltar à fisioterapia no Corinthians. Eu queria até desistir, queria voltar (ao Rio). Acabei desanimando — declarou.


Fonte - O Globo

Presos saíam para festas, traficavam drogas e até mantinham motel em presídio de Anápolis, diz MP-GO

Segunda fase da Operação Regalia cumpriu mandados de prisão contra diretor, supervisor, agente, mulheres de detentos e os próprios internos, em Goiás.

Por Paula Resende, G1 GO

MP-GO diz que presos tinham motel dentro de presídio em Anápolis (Foto: Divulgação/MP-GO)
Presos saíam para festas, traficavam drogas e até mantinham um motel na Unidade Prisional de Anápolis, a 55 km de Goiânia, segundo investigações do Ministério Público de Goiás (MP-GO). Em busca de combater as regalias e a prática de crimes, o diretor da unidade, um supervisor, um agente e mulheres de detentos foram presos durante uma operação realizada na manhã desta terça-feira (21).

"Havia um verdadeiro escritório seguro do crime, tráfico de drogas, até homicídio a gente conseguiu levantar de um preso que, em tese, teria suicidado. É uma gama de pequenos crimes que se prolongaram por muito tempo e ultrapassaram todos os limites", disse o promotor de Justiça Thiago Galindo, que coordenou a operação.

Em relação ao motel, a promotoria explicou que o local tinha toda uma estrutura para funcionar em um anexo que deveria servir como depósito de materiais. O quarto foi fechado em março deste ano pela Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap).

"Segundo o relatório da própria Seap, tinha até um livro com o telefone das mulheres que seriam chamadas. Era como um quarto de motel mesmo, com bombom, frutas", detalhou Galindo.

A segunda fase da Operação Regalia, que foi deflagrada nesta manhã em parceria com as polícias Civil e Militar, cumpriu 11 mandados de prisão, sendo cinco de prisão temporária contra o diretor, o supervisor, um agente e duas mulheres de presos, seis de prisão preventiva em relação aos envolvidos que já estavam presos, 7 conduções coercitivas contra um agente, ex-agentes e pessoas ligadas aos internos.

MP-GO diz que motel funcionava em anexo de presídio, em Anápolis, Goiás (Foto: Divulgação/MP-GO)

Ministério Público faz ação para combater regalias em presídio de Anápolis
Saídas para casa e bancos

A investigação apontou que muitos presos não trabalhavam, mas tinham os dias descontados da pena como se tivessem trabalhado a semana toda sem descanso. Eles também negociavam saídas para visitar a família ou festas.

Segundo os promotores, também havia detentos que íam quase todos os dias para agências bancárias. "A saída temporária só pode ser autorizada para visitar velório ou hospital, mas constatamos que era um método corriqueiro. Agentes até digitavam as senhas de presos", detalhou o promotor.

Na sala do diretor os policiais apreenderam um caderno com o registro de pagamentos de vários presos e até cartões deles. Os promotores estimam que o valor negociado ultrapassa R$ 1 milhão.

"Havia uma contabilidade paralela com nome de todos os presos, o dinheiro entregue por detentos, tudo na mesma pasta. Não sabemos se o total é mensal, do ano. Sabemos que é superior a sete dígitos", disse o promotor de Justiça Ramiro Carpenedo.

Operação apreendeu dinheiro, facas e dezenas de celulares em presídio de Anápolis (Foto: Divulgação/MP-GO)
Crimes

Os detidos na operação são investigados por associação ao tráfico de drogas, associação criminosa, tráfico de drogas, corrupção ativa e passiva , ingresso de aparelhos celulares e homicídio.

"Agora vamos analisar toda documentação, oferecer denúncias do que está materializado, aprofundar as investigações e inquéritos estão sendo instauramos junto com a Polícia Civil”, concluiu Galindo.

O superintendente executivo da Seap, tenente-coronel Newton Castilho, explicou que o responsável pela regional de Anápolis assumirá a unidade provisoriamente. "Ele designará um novo dirigente e reformulará, se necessário, todo o quadro de servidores", explicou.

Em nota divulgada nesta manhã, a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP) informou que a ação é um resultado de investigações feitas pelo próprio órgão e que foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão contra três servidores. Também foram expedidos mandados de prisão e ordem de transferência contra quatro reeducandos.

Castilho destacou que o governo apoia a investigação. "O nosso maior bem são os servidores, em nome deles, dos que trabalham dignamente, a Secretaria recebe com satisfação a operação, com a qual colaborou desde o início, contra servidores que cometem crimes que chocam a sociedade", defendeu o tenente-coronel.

Policiais durante operação contra regalias a presos em Anápolis (Foto: Divulgação/MP-GO)
Primeira fase

Na primeira fase, realizada em setembro, um agente prisional e três ex-agentes foram presos. Segundo o Ministério Público, um dos suspeitos chegou a receber R$ 500 mil para fornecer benefícios a um reeducando.

Um vídeo mostra o momento em que um preso é levado por agentes prisionais para visitar família na Região Metropolitana de Goiânia. Durante a visita, o detento, que havia sido condenado a 36 anos de prisão pelo crime de tráfico de drogas, encontra familiares e até abre uma bebida (veja acima).

Cerca de 20 minutos depois, um agente recebe algo do preso e divide com os demais. Segundo o MP-GO, seria um maço de dinheiro com a quantia de R$ 6 mil.


Fonte - G1/DF