domingo, 23 de abril de 2017

Mulher é agredida a facadas pelo ex-namorado após recusar reatar relacionamento


Raphael Ribeiro

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga uma tentativa de feminicídio ocorrida na noite da última sexta-feira (21), no Itapoã. A vítima foi agredida a facadas pelo ex-namorado após recusar reatar o relacionamento, segundo testemunhas.

Policiais militares faziam uma ronda de rotina, quando foram abordados por uma pessoa pedindo socorro. A testemunha informou que Ivonete Silva Gomes, de 24 anos, havia sido esfaqueada pelo companheiro, Lucas Silva Pinheiro, de 20 anos.

Os policiais foram até a residência da vítima e a encontraram consciente, com ferimentos no abdômen e pescoço. A jovem confirmou o relato da testemunha e, após prestar depoimento, foi encaminhada para o Hospital Regional do Paranoá por uma equipe do Corpo de Bombeiros.

O suspeito não foi localizado até a publicação desta reportagem. Em depoimento, o irmão de Lucas, M.S.P., informou que ele e a esposa estavam indo para a casa da vítima, quando encontraram porta aberta. Eles entraram no local e viram Ivonete caída no chão, pedindo por socorro. O casal acionou o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar.

M.S.P. ainda disse acreditar que o irmão tenha cometido o crime após ter uma crise de ciúmes, uma vez que ele e a vítima estavam separados e ela não queria se reconciliar com o rapaz.


Fonte - Jornal de Brasília

PMDF flagra captação irregular de água e dono de caminhão-pipa é detido

PMDF/Divulgação

Policiais do Batalhão Ambiental da PMDF flagraram uma captação irregular de água no Ribeirão do Riacho Fundo, por volta das 10h20 desta sexta-feira (21).

A equipe fazia patrulhamento ambiental no ponto de captação de água da Adasa, na Vila Telebrasília, quando se deparou com o dono de um caminhão-pipa extraindo água. Ao ser surpreendido, ele apresentou uma outorga vencida da agência reguladora de águas. 

O caminhão do suspeito, segundo a PMDF, não tinha adesivo autorizador do órgão. Ele foi detido e encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) para o registro da ocorrência.

Assista




Fonte - Jornal de Brasília

Detran abre visitação para 1,5 mil veículos a serem leiloados em 28 de abril

Gabriel Jabur/Agência Brasília

Desta segunda (24) até quinta-feira (27), 1.554 veículos — entre sucatas e não sucatas —, a serem leiloados em 28 de abril, vão estar expostos para visitação do público.

O leilão de bens apreendidos pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) ocorrerá a partir das 9 horas, no Ginásio de Esportes de Sobradinho, na Quadra 2, Área Especial 1 a 5, próximo à rodoviária. 

Os interessados poderão conhecer os automóveis, das 8h30 às 17h30, em dois endereços:

– Posto da Polícia Rodoviária Federal na BR-040 (próximo ao Posto Alfa, em Santa Maria) — lotes de 1 a 99 e de 200 a 599
– Pátio da Copol Leste, na SGA Área Especial 11, Lote 11 em Sobradinho-DF (altura do km 8 da BR-020) — lotes de 100 a 121, de 300 a 399 e de 700 a 799

Os lances mínimos variam de R$ 100 a R$ 11 mil. De acordo com o Detran, os arrematantes receberão os veículos conservados, destinados à circulação, livres e desembaraçados de quaisquer ônus existentes até a data do leilão.

Já as sucatas aproveitáveis ou aquelas com motor inservível serão entregues sem as placas, sem identificação de chassi e com monobloco cortado. Motocicletas, motonetas e ciclomotores terão o quadro cortado.

O edital do leilão, o catálogo de veículos e o edital de notificação de retirada de veículos estão disponíveis para consulta no site do Detran.

Proprietários que quiserem impedir que os veículos sejam leiloados têm até 27 de abril para regularizar a situação no Detran. Para isso, eles devem comparecer ao Núcleo de Leilão, no Setor de Indústrias Gráficas de Taguatinga Norte (Área Especial nº 2, 1º andar, Sala 5).

Serviço
Leilão do Detran-DF
28 de abril (sexta-feira)
A partir das 9 horas
No Ginásio de Esportes de Sobradinho — Quadra 2 (próximo à rodoviária)
Visitação dos lotes
De 24 a 27 de abril
Veja o edital do leilão, o catálogo de veículos e o edital de notificação de retirada de veículos


Fonte - Jornal de Brasília

Adolescente que havia desaparecido é encontrada no Parque da Cidade

Arquivo pessoal 
Isabella Cunha, que é autista, passou por exames no Instituto Médico Legal 

A garota Isabella Cunha, 14 anos, que havia desaparecido na última quinta-feira (20/4), em Valparaíso (GO), foi encontrada no início da tarde deste domingo (23) no Parque da Cidade. A família chegou até a garota após uma mulher entrar em contato e avisar que havia visto alguém parecido com ela no local. 

Isabella estava desorientada quando foi encontrada pelos familiares. Segundo Ticiana Cunha da Costa, tia da garota, ela está muito abalada psicologicamente e não conseguiu dizer de fato o que teria ocorrido. “Nós estamos saindo do Instituto Médico Legal (IML), onde ela passou por exames. Mas os resultados demoram para sair. Por enquanto, só podemos agradecer quem divulgou e nos ajudou a encontrá-la”, completou.


Fonte - Metrópoles

Operação Lava-a-jato - Delator confirma que Via integrou esquema no aeroporto de Goiânia


Ex-presidente de Infraestrutura da Odebrecht afirma que consórcio formado pelas duas empreiteiras teria pago 3% de comissão a partidos 

Larissa Rodrigues 

A Via Engenharia não está citada apenas nas delações dos executivos da Odebrecht sobre grandes projetos erguidos no Distrito Federal e que bancaram campanhas de políticos como os ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT). O modelo em suspeição pela Lava Jato formado pelas duas empresas foi repetido também fora do território brasiliense. O nome da construtora candanga aparece em depoimentos relativos a irregularidades em licitações e pagamento de caixa 2 na obra do Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia. 

Segundo o ex-presidente de Infraestrutura da Odebrecht Benedicto Barbosa da Silva Júnior, o consórcio formado pelas duas empreiteiras em 2004 teria pago 3% de comissão para as campanhas do PT e do PTB em troca da obra. O delator afirma que 60% do empreendimento no Santa Genoveva ficaram a cargo da Odebrecht e 40% com a construtora de Brasília. Benedicto diz que a propina foi paga “na proporção” de cada empresa. 

A exigência, segundo o ex-presidente de Infraestrutura da Odebrecht Benedicto Barbosa da Silva Júnior, teria sido feita em 2003 por Carlos Wilson Rocha, então presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e ex-deputado petista, que morreu em 2009. 

O ex-executivo disse ter repassado R$ 3 milhões aos partidos. “Teve pagamento feito de forma oficial e de forma irregular também, via caixa 2”. Segundo a delação, o esquema envolveria outras empresas. Carlos Wilson teria convocado as cinco maiores empreiteiras do Brasil (Camargo Corrêa, OAS, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e a própria Odebrecht) e acordou que todas as obras do Programa de Recuperação dos Aeroportos seriam distribuídas a essas empresas.

Fernando Queiroz, presidente da Via Engenharia 
O pacote incluía os terminais de Goiânia, Rio de Janeiro (Santos Dumont), São Paulo (Congonhas), Vitória, Macapá e a construção da terceira pista de Guarulhos (SP). Na reunião, Carlos Wilson alertou para a necessidade de não haver riscos de que outras interessadas vencessem a licitação. Para isso, orientou que cada uma delas se associasse a construtoras de menor porte, de forma a não levantar suspeitas de que se tratava de uma concorrência dirigida, sem competição efetiva. 


Segundo Benedicto, a Odebrecht ficou responsável pelas obras de dois aeroportos. Em Goiânia, dividiu a responsabilidade com a Via Engenharia. No Rio de Janeiro, com a Carioca e a Construcap. 

Planilhas apreendidas citam a Via
Planilhas da Odebrecht apreendidas pela Polícia Federal em setembro do ano passado já indicavam que a reforma do aeroporto de Goiânia serviu de escoadouro de propina, conforme antecipado pelo Metrópoles. Os documentos foram apreendidos na casa de Carlos José Cunha, ex-diretor superintendente da Supervias, parte da Odebrecht Transport. Na papelada, os investigadores descobriram uma planilha que relatava propinas operacionalizadas pelo Setor de Operações Estruturadas — divisão criada especialmente para os aportes ilegais. 

Os pagamentos irregulares foram feitos entre 31 de agosto e 14 de setembro de 2006. As obras no aeroporto foram acertadas em 2002 entre o governo de Goiás, a Infraero e a União. Em 2004, os trabalhos foram orçados em R$ 258 milhões e, no ano seguinte, o consórcio entre a Odebrecht e a Via Engenharia assumiu a obra, que deveria terminar em 2008. No meio do empreendimento, foram identificados problemas, como aumento no valor orçado e ampliação do prazo para entrega da reforma. 

“Em 2006, a dotação orçamentária era de cerca de R$ 64 milhões, com execução de 17% até então. Já em 2007, um relatório da fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU) registrou 26% da obra concluída e R$ 88 milhões desembolsados. Com a assinatura de um aditivo — e dois em andamento —, o valor atualizado do contrato subiu para cerca de R$ 287 milhões, podendo chegar a R$ 321,9 milhões”, relata documento da Lava Jato. 


No Distrito Federal

A empreiteira brasiliense fez parte ainda de outros três consórcios responsáveis por executar importantes obras no Distrito Federal: o BRT Sul, o Estádio Nacional Mané Garrincha e o Centro Administrativo do GDF. A Via Engenharia é mencionada ainda nas delações premiadas de João Pacífico, Ricardo Ferraz e Alexandre Barradas, todos ex-executivos da Odebrecht. 

Entre os políticos locais acusados de terem recebido propina relacionada a essas obras estão os ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT), além do ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB), hoje assessor especial do presidente Michel Temer. Todos negam quaisquer irregularidades. 

Divulgação
Fernando Queiroz, presidente da Via Engenharia: laços antigos e estreitos com o mundo político

Citada como integrante da “segunda divisão” do chamado Clube VIP de construtoras que comandavam as fraudes em licitações da Petrobras, a Via reaparece agora como possível protagonista da Lava Jato no cenário local.

Em nota, a Via Engenharia informou que não tomou conhecimento do teor das delações de executivos da Odebrecht. Disse ainda que “desconhece as circunstâncias das negociações que envolvem diretamente a consorciada parceira, que, como líder, desempenhava o papel de direção, representação e administração do contrato perante o cliente, com poderes expressos para concordar com as condições relacionadas ao projeto, bem como os desdobramentos nas diferentes relações de seus contratos com o governo”.

“A Via Engenharia informa ainda, para os devidos fins, que desconhece qualquer menção à empresa em envolvimento com operações sob investigação na esfera judicial local ou federal”, afirma.


Fonte - Metrópoles