segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Everaldo Continua vivo para a política

Mesmo com o parecer desfavorável a aprovação das contas de sua gestão pelo TCM, o ex-prefeito de Novo Gama Everaldo Vidal, mostra força política, consegue maioria na Câmara e continua na vida pública rumo as eleições do próximo ano.


Diferentemente do cenário vivido nos últimos dois anos, aonde ex-prefeito Everaldo Vidal não contava com o apoio maciço na Câmara Municipal, as coisas parecem ter mudado e os ventos sopraram a seu favor, deixando aberta a possibilidade de o ex-mandatário do município almejar alçar novos vôos.

Enganava-se quem dizia que, a exemplo de Sônia Chaves (PSBD) anos atrás, Everaldo estivesse morto para a política. Em votação do parecer do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás, emitido sobre as contas da sua gestão, o egrégio colegiado sugeriu a reprovação dessas, tendo em vista várias possíveis irregularidades, entre as quais, o famoso escândalo do suposto desvio de mais de R$ 6 milhões, em compra de materiais de limpeza. Everaldo era investigado, mas, nada provado em seu desfavor.

Agora, a Câmara Municipal em Sessão Ordinária, realizada na manhã desta segunda-feira (14) e diferentemente do que planejava o governo, dez vereadores votaram a favor da aprovação das contas do ex-prefeito, enquanto quatro reprovaram. “Foi um balde de água fria na atual gestão que contava como certa a reprovação das contas de Everaldo e tranquilidade para um futuro político. Uma derrota de proporções imensuráveis para o governo que mostrou fragilidade ao negociar com a Câmara”, disse um dos espectadores da sessão.

Há alguns dias, era sabido de que Everaldo não tinha forças o suficiente para reverter o quadro junto aos vereadores (segundo fontes, possuía apenas quatro votos no Legislativo, enquanto precisava de no mínimo dez), aonde pessoas próximas a ele já dava como encerrada sua carreira política, pelo menos pelos próximos oito anos. Mas, como se diz no futebol, “aos 48 minutos do segundo tempo e o juiz com o apito na boca prestes a encerrar o jogo”, Everaldo reverte o placar e tem sua carreira política garantida por 10X04, ou seja, dois terços dos membros do legislativo garantiram o seu futuro político.

Dos vereadores que votaram contra o parecer do TCM, apenas Ilma do Baduca é veterana na Casa de Leis. Os demais são novados no Legislativo. São eles: Celso Carvalho (PMDB), Cláudio Big Lar (PMDB), André Logos (PSDB), além de Ilma do Baduca (PSDB).  

Por sua vez, os que defenderam a aprovação das contas de Everealdo são eles: Adriano do Transporte (PSB), Cid da Meios (Prós), Pastor Cicero (PRB), Christovam Machado (PSDC), Gessivam - “BB” (PSDB), Zé Lopes (PMN), Medeiros – DEM, Neto Dantas (PTN), Pelé (PR) e Roberto de Vicentin (PCdoB).

Já o vereador Ricardo Construtor (PP), se absteve da votação.

Em análise da votação, foi notória a derrota do governo no processo, tendo em vista que Everaldo é o principal rival político de Sônia Chaves em Novo Gama, bem como o governo perde a força junto a Câmara de Vereadores, pois, entre os dez que votaram em favor de Everaldo, seis eram considerados até poucos instantes da votação, da base do governo. Com isso o Executivo sai enfraquecido politicamente e fica na certeza de que terá que negociar muito com o Legislativo para conseguir aprovar projetos de seu interesse.

Outro fato que chama a atenção na votação, é que apenas dois vereadores faziam parte da base de apoio ao ex-prefeito, dos demais, faziam parte de um dos grupos que concorreram as eleições passadas (PSDB ou PRB), ou seja, seria quase que impossível que Everaldo conquistasse a simpatia desse. Mas, o improvável aconteceu e o ex-mandatário conseguiu retirar apoio dos dois grupos, até mesmo do grupo político do partido de Sônia Chaves, ou seja, enganava-se aquele que achava que Everaldo estivesse morto para a política. “É impossível que uma pessoa que terminou recentemente o seu mandato de forma tão melancólica, sem o apoio de qualquer seguimento político, bem como do povo, conseguisse esse feito. Realmente esse moço tem a política nas veias”, comentou o comerciante José de Araújo Neto, presente na sessão.

O maior vencedor dessa batalha é Everaldo Vidal que, segundo fontes confiáveis, começará a sua caminhada visando às próximas eleições para a Câmara Estadual, podendo “melar” os planos da atual gestão em lançar candidato ou até mesmo apoiar um nome de fora.

Possível candidato para deputado estadual, Everaldo dependia apenas da aprovação das contas da sua gestão. A desaprovação pela Câmara Municipal geraria inelegibilidade.

Conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) é de competência das Câmaras Municipais julgarem contas de prefeitos, apesar de parecer do TCM, que se torna apenas opinativo.


Procurado para comentar a decisão da Câmara, nem Sônia Chaves, tampouco Everaldo atenderam as ligações e autorizaram representante falarem por eles. O que se sabe nesse momento que o jantar desta noite será indigesto para uns e banquete para outros.


Fonte - Agência Satélite

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Suspeito leva criança morta em carrinho após estupro em SP; vídeo

Renato Mariano teve a prisão preventiva decretada após a investigação da Polícia Civil em Santos. Menina de 9 anos foi morta em janeiro.


Homem que estuprou e matou garota usou carrinho de compras para transportar corpo
O homem suspeito de estuprar e matar a garota Carla Roberta Barbosa, de 9 anos, conhecida como Carlinha, utilizou um carrinho de compras para transportar o corpo da menina do local do crime até o terreno onde foi abandonado. Renato Mariano teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após a coleta de objetos e exames técnicos feitos em São Paulo.

O suspeito está foragido, e a Secretaria de Segurança Pública oferece recompensa de R$ 50 mil por informações sobre ele.

Carla foi achada morta na noite do dia 29 de janeiro. Ela estava com a roupa levantada, sem calcinha, e exames feitos posteriormente pelo Instituto Médico Legal confirmaram que ela havia sido estuprada. Pouco tempo antes do crime, câmeras de monitoramento registraram um homem perseguindo a criança, que estava em uma bicicleta.

A investigação foi feita pela Delegacia Especializada Antissequestro de Santos (Deas). Em entrevista coletiva realizada na manhã desta quinta-feira (10), o delegado responsável pela investigação, Renato Mazagão, explicou a cronologia do crime.

Câmeras flagraram o homem com o carrinho (Foto: João Paulo de Castro/G1)
Segundo o delegado, o criminoso estuprou e matou a garota dentro do cortiço onde ele morava. "Foram analisadas mais de 50 câmeras de monitoramento espalhadas pela região do crime. Podemos ver a menina passando com o cachorro para um lado e, em seguida, a mesma câmera registra apenas o cão voltando. Neste momento, conseguimos identificar o local onde aconteceu o estupro e começamos a elucidar o caso", disse.

De acordo com Mazagão, o crime aconteceu a poucos metros do cortiço onde a menina morava com a mãe. No local, foram encontrados vestígios de sangue e brinquedos.

"Vizinhos disseram que Renato havia limpado a casa com cloro e fugido, mas encontramos sangue em vários locais. Ele tinha brinquedos que, possivelmente, eram utilizados para atrair crianças", disse o responsável pela investigação.

Renato Mariano é suspeito de matar a menina Carlinha (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Depois de cometer o crime, segundo a polícia, Renato roubou um carrinho de compras que estava na rua para levar a garota ao terreno onde deixou o corpo. "Também nas imagens, conseguimos identificar um homem com um carrinho de compras levando travesseiros e um lençol. Em seguida, ele passa pelo mesmo lugar com o carrinho vazio", explicou.

O material colhido na casa foi analisado em São Paulo junto com evidências encontradas no dia do crime. Nos resultados, foi possível comparar o material genético de Renato com o encontrado no corpo da menina.

Desde o dia do crime, Renato está desaparecido. Por isso, a Secretaria de Segurança Pública passou a oferecer R$ 50 mil por informações que possam levar à prisão do suspeito. "Ele pediu dinheiro emprestado para uma empresa de coleta de lixo e sumiu", disse Mazagão.

Garota foi encontrada morta em Santos (Foto: Reprodução/Facebook)
Desespero da mãe

A morte da filha fez com que a vida de Edneusa Barbosa mudasse completamente. Ela precisou mudar da casa onde morava, no bairro Paquetá, em Santos, no litoral de São Paulo, e passou a ingerir medicamentos para controlar a ansiedade e a pressão alta.

Edneusa Barbosa, mãe da menina Carla Roberta, de 9 anos (Foto: Reprodução/TV Tribuna)

Perseguição

Na época do crime, o G1 obteve um vídeo que mostrava Carlinhaandando de bicicleta na mesma rua onde o corpo dela foi encontrado e sendo seguida por um homem, identificado como Renato (assista abaixo).

A mãe da menina, porém, preferiu não acusar o rapaz. "Esse homem sempre fica ali no mercado. Não sei se ele tem algo a ver. Ele veio atrás dela parece que querendo a bicicleta", disse Edneusa.

Vídeo mostra garota de 9 anos momentos antes de ser morta e estuprada


Fonte - G1/Santos e Região

'Foi vontade de Deus', afirma creche sobre morte de bebê em seu 1º dia de aula em Campinas

Escola Casinha do Saber emitiu nota sobre a morte de Emanuelle Maciel, de 4 meses. MP questiona Prefeitura sobre funcionamento e Polícia Civil aguarda laudo para definir se abre inquérito.


Bebê morreu no primeiro dia em que foi levada para creche (Foto: Devair Maciel / Arquivo pessoal )
A escola infantil Casinha do Saber, de Campinas (SP), onde Emanuelle Calheiros Maciel, de 4 meses, passou mal e morreu no 1º dia de aula, na última terça (8), divulgou nota nesta quinta-feira (10) atribuindo a morte da bebê "a vontade de Deus". Na declaração de óbito emitida pelo IML, o legista informa que a criança morreu por "broncoaspiração maciça por alimento na creche".

A Polícia Civil aguarda o envio do laudo pela Casa de Saúde para determinar se abre inquérito sobre o caso. Além disso, segundou apurou a EPTV, afiliada da TV Globo, o Ministério Público enviou um ofício à Prefeitura para questionar sobre o funcionamento da unidade, ainda que irregular.

"A primeira pergunta que se faz: por que Deus? Por que com esse anjinho? Por que com a nossa escola? Por que com nossa equipe? Certamente, pela vontade de DEUS!", destaca nota da escola.

Em seu comunicado oficial, a escola destaca que não se manifestou anteriormente "por respeito ao pai, à mãe, aos familiares e a sua equipe, todos atingidos por essa tragédia que vitimou e causou a passagem prematura da pequena Emanuelle."

"Não havendo palavras que possam confortar a dor imensurável, com a qual compartilhamos, senão pela fé em Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, quem certamente confortará a todos e dará o merecido descanso à sua alma e ao seu espírito ao lado do Pai Eterno", diz o texto enviado pela advogada da escola e assinado pela equipe Casinha do Saber.

Apurações

O caso de Emanuelle Maciel foi anexado ao inquérito em que o MP apura situação das escolas infantis da rede privada, em Campinas. A promotoria da Infância e Juventude informou que pediu à administração municipal informações sobre o que será feito para regularizar a Casinha do Saber.

Além disso, o MP quer saber se a administração sabia do funcionamento da unidade, e pede para que no local seja realizada uma inspeção. O governo municipal tem dez dias para responder.

Na quarta-feira, a Secretaria de Urbanismo informou que a escola não tinha alvará para funcionar.

Em nota, a Casinha do Saber afirma que "está legalmente estabelecida e possui autorização/alvará para o exercício de suas atividades".

A unidade de ensino destaca "o equívoco noticiado ao fato da alteração de endereço, cujo procedimento administrativo encontra-se na fase final perante a municipalidade local, sendo certo que após o ocorrido e em razão dele, o local foi vistoriado por um fiscal, o qual atestou a regularidade e autorizou o prosseguimento de suas atividades, o que apesar do abalo causado a todos pela fatídica ocorrência, se esforça em manter".


Fonte - G1/Campinas e Região

Não respondia por mim’, diz mulher que levou arma para hospital após violência no parto

Caso gera comoção nas redes e movimenta grupos que denunciam abusos obstétricos

Paula Oliveira Pereira em casa, ao lado do berço de seu filho caçula. Ela vive em uma casa de apenas um cômodo com os quatro filhos e o marido desempregado - Marcos Alves / Agência O Globo

SÃO PAULO — A história da dona de casa Paula de Oliveira Pereira, de 28 anos, tem mobilizado as redes sociais. Presa por ter carregado uma arma para o parto de seu quarto filho, por temer sofrer violência obstétrica, ela foi absolvida na última semana. à reportagem, Paula disse nesta quinta-feira estar arrependida e que estava "fora de si" durante a gestação porque, na anterior, foi submetida a maus tratos por parte do hospital. Grávida novamente, afirma que não repetiria o gesto.

O caso ocorreu em agosto do ano passado. Depois do surto, Paula foi submetida a uma cesárea de emergência e acabou detida por porte ilegal de arma. Ela passou 21 dias no Centro de Detenção Provisória (CDP) Feminino de Franco da Rocha, na Grande São Paulo. Afastada do filho recém-nascido, que só pôde conhecer ao obter o direito de responder ao processo em liberdade, disse ter vivido "uma tragédia". A juíza Alena Cotrim Bizarro, da 2ª Vara de Itapecerica da Serra, absolveu Paula por entender que ela não tinha a intenção de ferir alguém.

— Eu estava no meio de um surto, então se estivesse em condições normais jamais faria uma coisa dessas. Mas eu estava tão abalada que não respondia por mim. Eu não faria isso de novo nunca, jamais — contou à reportagem.

Moradora de Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo, Paula vive em uma casa de apenas um cômodo com os quatro filhos e o marido desempregado. Em 2015, em trabalho de parto do terceiro filho, disse ter ficado sozinha no ambulatório de um hospital da rede pública sentindo dores e sem acompanhamento de médicos e enfermeiros. Ela contou ter caído da maca com a barriga voltada para o chão. Ninguém verificou se ela ou o bebê passavam bem depois da queda. Durante o parto, uma enfermeira teria se debruçado sobre sua barriga para pressionar a saída do bebê - procedimento conhecido como manobra de Kristeller e desaconselhado pelo Ministério da Saúde. A criança nasceu de parto normal e sem sequelas. A mãe, por sua vez, ficou muito abalada e ficou semanas sem conseguir levantar da cama.

Paula conta que se arrepende de ter levado pistola para o hospital: "Não faria de novo" - Marcos Alves / Agência O Globo
Ao descobrir a quarta gravidez, Paula temeu reviver a angústia da experiência anterior. Pediu aos médicos que realizassem uma cesárea, mas disse que seus pedidos foram negados quando chegou ao hospital, em outra unidade da rede pública. No desespero, decidiu levar uma arma: ela diz que o intuito não era ameaçar os profissionais, mas sim aplacar o próprio sofrimento.

— Eu tinha, na minha mente, a ideia de tirar a minha vida, porque assim eu acabaria com o sofrimento mais rápido. Em nenhum momento pensei em tirar a vida de ninguém.

A arma foi descoberta pela avó da criança, que recebeu uma mensagem da gestante relatando o desejo de se matar caso não conseguisse realizar a cesárea. A polícia foi acionada e a dona de casa foi presa por porte de arma ilegal três dias após dar à luz. Na decisão que a inocentou, a juíza afirmou que Paula se encontrava em estado de "desordem emocional" e que a ação não colocou em risco a segurança pública. O caso, que foi arquivado na última segunda-feira, foi revelado pelo jornal "O Estado de S.Paulo".

Apenas depois de passar pela experiência de ser presa e ter tido contato com autoridades, Paula foi informada de que, na verdade, foi vítima de violência obstétrica em seu terceiro parto. Mesmo ciente de que poderia denunciar o caso ao Ministério Público, não manifestou o desejo de processar o hospital que a atendeu.

Traumatizada após ter sofrido violência obstétrica, Paula Oliveira temia fazer outro parto normal - Arquivo Pessoal
— Acho que não vale a pena entrar com o processo, porque é muito desgastante. Vai ter audiência e demanda muito tempo. Já passei por tantas coisas, não quero mais um trauma.

Disposta a ajudar outras mães que passaram pela mesma situação, Paula procura seguir com a vida. Grávida do quinto filho, ela espera que a gestação seja mais tranquila do que a anterior. Até o momento, diz estar mais segura e confiante de que será melhor amparada.

— Estou mais tranquila, porque tenho recebido a ajuda de um médico especializado em parto humanitário. Já conversamos algumas vezes por telefone e tenho uma consulta marcada para a próxima semana. Senti muita segurança nele, porque agora sei que não enfrentarei mais descaso — conclui.


Fonte - O Globo

Para defender mãe e prima de abuso, jovem atira em vizinho no DF

Tiro acertou barriga do suspeito, que não precisou ser levado a hospital. PM foi chamada pelo próprio vizinho, depois que foi atingido pelo disparo.

Espingarda usada pelo adolescente para atirar contra suposto estuprador no DF (Foto: PMDF/Divulgação)
Um adolescente de 13 anos atirou com uma espingarda de chumbo contra o vizinho que pretendia abusar sexualmente da prima, que tem 16 anos, no Setor de Chácaras da Candangolândia, no Distrito Federal. O caso ocorreu na noite da última quarta-feira (9). O homem de 58 anos foi preso.

De acordo com o menino de 13 anos, o homem mostrou o órgão genital para a prima e tentou abraçá-la à força. O adolescente também disse que o suspeito ameaçou a mãe dele, dizendo que iria “pegar” ela. O tiro atingiu a barriga do suspeito, que não precisou ser levado ao hospital.

Marca de tiro em suspeito de tentar abusar de adolescente na
Candangolândia no DF (Foto: PMDF/Divulgação)

A Polícia Militar foi chamada pelo próprio homem depois que levou o tiro. Ele foi autuado por tentativa de estupro. O adolescente foi ouvido como testemunha, e a prima, como vítima. Eles prestaram depoimento e foram liberados.

“Ele ligou reclamando do tiro. Ele pensou que não conseguiríamos contato com a criança e com a prima da criança”, disse o soldado Jandir Barreto, que atuou na ocorrência.

“Se ele tivesse só mostrado o pênis, seria só atentando violento ao pudor. Mas como ele tentou agarrar ela, o delegado registrou como tentativa de estupro.”

De acordo com a Polícia Militar, o adolescente não quis dizer onde conseguiu a espingarda. A arma ficou apreendida. O caso será investigado pela 21ª DP, de Taguatinga Sul. Como envolve menor de idade, o assunto segue em sigilo.


Fonte - G1/DF

Advogado preso por engano vai denunciar policiais do DF por abuso de autoridade

Advogado diz que foi confundido com traficante. Delegado responsável pelo caso afirma que não vai apurar denúncia de abuso de autoridade.

O advogado Celso Daniel Lelis (Foto: TV Globo/Reprodução)
A família do advogado que foi preso na porta da casa da sogra, em Ceilândia, no Distrito Federal, na última terça-feira (8), disse que vai entrar com ação no Ministério Público por abuso de autoridade contra policiais civis que o abordaram. O advogado é servidor da Secretaria de Educação e disse que foi preso por engano, confundido com um traficante.

O delegado da 19ª DP, que investiga o caso, nega que houve excessos na conduta dos policiais e disse que a denúncia de abuso de autoridade não vai ser apurada. Celso Daniel Lelis foi abordado por volta das 22h e, segundo ele, os policiais estavam em um carro descaracterizado e não se identificaram no momento da abordagem.

Advogado confundido com traficante acusa agentes de abuso de autoridade
Segundo a Polícia Civil, na noite de terça (10), uma equipe investigava tráfico de drogas na região, quando avistaram um veículo suspeito com as mesmas características do carro de Daniel. A corporação disse que os agentes ligaram a sirene, pediram para que ele parasse, mas o advogado saiu em alta velocidade. Por isso, segundo a polícia, ele foi abordado na casa da sogra.

Daniel nega a versão da polícia. Ele diz que não foi perseguido, que não houve sirene ou pedido de parada. A sogra dele estava em casa e viu a abordagem. Daniel foi levado para a 19ª DP, em Ceilândia, onde foi indicado por desacato, desobediência e por se negar a apresentar os documentos.

O delegado Fernando Fernandes da 19ª DP, responsável pelo caso (Foto: TV Globo/Reprodução)
A polícia não encontrou drogas com ele e Daniel foi liberado sete horas depois. A família dele foi até a delegacia, onde teve uma confusão. Segundo os familiares, ninguém foi autorizado a acompanhar a revista do carro.

De acordo com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a abordagem policial só pode ser feita se houver risco de danos a terceiros ou de fuga do suspeito. Em todos os casos, os policiais devem se identificar. Segundo a OAB, a abordagem de Daniel não preencheu os requisitos que a lei determina.

Durante a confusão, dois irmãos de Daniel e um amigo, que é policial militar, foram presos por desobediência, desacato e resistência, mas já foram liberados. Segundo a polícia, eles tentaram invadir a delegacia, que estava fechada. A irmã do advogado ficou com o celular que usava para filmar a confusão apreendido. As imagens, segundo a polícia, serão periciadas.

Fachada da sogra de Daniel, onde ocorreu abordagem e prisão (Foto: TV Globo/Reprodução)

Fonte - G1/DF